Personagens: Família Proteus

Sinto que estou em dívida com vocês, estou certo? Firmei um compromisso com todos de que as segundas e as terças seriam dias de publicação de personagens e locais respectivamente. E, no entanto, falhei na semana passada!

O motivo, já expliquei, mas, ainda assim, me sinto em dívida!

Irei me redimir. Sim. Sim. Sim. Hoje é dia de conhecermos novas personagens e devo dizer: são minhas personagens favoritas, os integrantes da família Proteus.

A relação familiar entre Khalik, Izadelle e Ademir Proteus protagoniza o segundo capítulo do livro. Izadelle, como mãe, é o grande pilar desta parte da história com suas preocupações e receios. Ademir, o pai, representa a lealde ao Reino Independente de Mansedes e Khalik apresenta-se como uma criança faceira e carinhosa, o elo de ligação entre a razão e a emoção dos pais.

Izadelle Proteus:
Izadelle Proteus voltou suas duas ônix para o menino e piscou seu melhor sorriso. Uma mulher de expressões fortes e riso fácil.”

Ademir Proteus:
Ademir, o pai, o professor, encontrava-se absorto em meio às pilhas de papéis em sua mesa, mas nada poderia tirar-lhe a atenção do filho.

Khalik Proteus:
Ergueu-se batendo a poeira do corpo, quadril, ombros e parte das c ostas sujos com a terra batida. Verificou cada um dos membros. Cabeça, mãos, braços e pés intactos, porém, esfolara o joelho esquerdo; nada que um príncipe guerreiro não pudesse suportar. […] Colocou seu melhor sorriso matreiro no rosto e pôs-se a correr.

Além do núcleo principal, alguns outros nomes também são citados nesse trecho, como a Senhora Cármine e os senhores Orioli e Oreli, que são os três grandes nomes de Vinícola Sul; Matilda, amiga de Clarine; Henry (amigo de Khalik) e a Senhora Olena (cuidadora), ambas personagens apresentadas na Casa de Cuidados.

Este capítulo é a verdadeira apresentação do enredo do livro, que não trata de forma alguma de relações políticas, guerra e muito menos conflitos em uma era medieval. Tento trazer durante os parágrafos o desenvolvimento das personagens como seres emotivos, susceptíveis às influências externas em conflito com suas convicções e princípios. E por isso que, aqui, considero o verdadeiro início do livro. Portanto, o Prelúdio e o Capítulo 01 são apenas um pano de fundo para o desenrolar da trama.

Espero, de verdade, que curtam e apreciem o que há por vir.

Grande abraço a todos e tenham uma excelente semana.

Personagens: Família Proteus

LOCAIS: Diversos / PERSONAGENS: Cletus Styr

Preciso de um pouco da compreensão de vocês: ontem, fiz uma publicação descrevendo as personagens presentes no próximo trecho do Capítulo 01 e somente considerei as apresentações de Darvi Blake e do General Gerard Thomp, isto porquê havia pensado em trecho menor para postar; porém, a divisão dos parágrafos comprometeria o ritmo e a cadência dos acontecimentos iniciados nesta parte. Assim, antes de comentar sobre as cidades que serão mencionadas, apresentarei Cletus Styr, o Porta-voz de Portouro:

Cletus Styr é a personagem mais caricata que imaginei nos primeiros dias de imaginação – e continua sendo até agora. O conselho estava quase formado e eu precisava de uma relação antagônica com o General Gerard e foi nessa premissa que surgiu Cletus.

O porta-voz de Marlo Gulbak é excêntrico, presunçoso e prepotente dado à importância da cidade e do Conde que representa. Seus trejeitos são embebidos de pompa, o discurso rebuscado de enfeites e a língua, galhofa, afiada.

Cletus Styr vestia-se como duque, com roupas espalhafatosas e bufantes; portava-se como nobre, garboso, cheio de si e entupido de melindres; Fedia como a um cavalo.

Cletus, o representante da maior autoridade de Portouro, muito me impressionou durante o processo criativo, tanto que até o reservei para alguns capítulos a frente e, quando finalmente o escrevi, os acontecimentos foram surpreendentes, emocionantes, completamente inesperados para mim. Hoje, posso dizer que Cletus Styr foi minha pior melhor criação.

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O primeiro capítulo todo se passa em uma única sequência de acontecimentos em uma única cidade, a Cidade de Ardir já descrita na semana passada. Assim, não tenho outros locais para descrever, porém há citações nesse trecho que merecem explicação:

Como já mencionado, Demóstenes e o Rei Ughar Uhran investiram recursos na defesa cultural de Mansedes, isolando o reino de todo o continente ao subir O Grande Grande Muro de Contenção e isto tudo foi decidido após a invasão à Mesuran que será explicada em capítulos mais a frente.
Algumas cidades se tornaram chaves para o sucesso da conclusão dessa empreitada, dentre elas estão:

Portouro, Trisólis, Vinícola Sul, Quendime, Aruan, fronteiras de Mesuran, Silveiras e Porto do Cabo.

E o que estas cidades têm em comum?

Todas são equidistantes e distantam 100km linearmente entre si. Isto facilita a divisão da obra em várias empreitadas para que o tempo de conclusão seja inversamente proporcional ao número de pontos estratégicos de conclusão.

Como eu só uso o computador no trabalho, precisei escrever tudo às pressas porquê só tive tempo agora. Peço desculpas pela falta de revisão, mas espero que o conteúdo seja o suficiente para o entendimento do que está por vir amanhã.
Grande abraço a todos.

LOCAIS: Diversos / PERSONAGENS: Cletus Styr

PERSONAGENS: Darvi Blake e Gerard Thomp

No decorrer deste capítulo, a grande personagem é o conselho reunido à mesa de desjejum junto com o Rei Ughar Uhran. O grupo é formado por algumas personalidades responsáveis por informações ligadas diretamente à área de conflito entre a cidade de Portouro e o reino de Condril, todos reunidos às pressas para que uma estratégia de contenção fosse formulada.
Dentre eles, encontram-se o General Gerard Thomp (supremo comandante das tropas do reino de Mansedes e senhor de Minas Fartas), Cletus Styr (porta-voz do Conde Marlo Gulbak senhor de Portouro) e Darvi Blake (mestre de obras da empreitada do Grande Muro de Contenção em toda a extensão de Portouro).

No trecho que será publicado esta semana, Luniel introduz de forma natural o humilde e surpreendente Darvi Blake, um simples mestre de obras que se vê perdido entre a nobreza após improvável convocação para que explicasse diretamente para o Rei Ughar Uhran o progresso das obras do Grande Muro nas proximidades de Portouro.

Diferente dos outros dois convidados, Darvi Blake não possuía títulos, terras ou qualquer elevação social… Fora chamado por um motivo óbvio, confirmar a real situação da construção.

O enérgico General Gerard Thomp, conservador, machista e intolerante, dispensa apresentações neste primeiro momento; suas ações falam por si só e deixam claras as reais intenções de um homem devotado ao seu rei e amigo.

Quanto à Cletus Styr, figura única em Mansedes, este não aparecerá nas próximas linhas do Capítulo 01: Escolhas e Consequências.

Agradeço a todos pela paciência e pelas visitas nesses últimos dias e espero que todas estejam se divertindo como eu me divirto ao escrever para vocês.

Tenham todos uma excelente semana e até amanhã.

PERSONAGENS: Darvi Blake e Gerard Thomp

PERSONAGENS: Ughar Uhran e Demóstenes

Entreolharam-se com desconforto enquanto mirados pelos olhos felinos do rei […] A pele mais escura que a pele dos habitantes da capital, ombros largos e braços compridos capazes de alcançar qualquer inimigo [ …] Em seu rosto, características de predador. Olhos ameaçadoramente estreitos como um rasgo, com um misto entre bronze e ouro, atentos ao menor movimento. Orelhas curtas, queixo forte e um nariz reto e fino como em continuação de sua testa larga e proeminente. Aparentava estar constantemente com o cenho franzido, o que aumentava ainda mais a sensação de fúria. Um homem a temer, não fosse a cordialidade introduzida à família ao longo dos anos de diplomacia. Bárbaro por natureza, lorde por tradição.

Eis aqui o soberano de Mansedes: a adaptação de um Orc sanguinário em humano monarca.

A idéia de Ughar Uhran foi concebida também de uma campanha de RPG muito anterior à criação de Khalik. Nada mais natural em minha pequena mente que, se de um lado haveria o protagonista de uma história individual saído de meus backgrounds, do outro, deveria encaixar outra grande personagem que fosse responsável pelo rumo da história do reino de Mansedes. Assim, nascia (de parto intelectual muito menos doloroso) Ughar Uhran.

Ughar traz consigo sangue bárbaro de tribos das entranhas da Costa dos Mil Faróis, com corpo, membros e astúcia desenvolvidos para caçadas e, também, para as adversidades de uma vida selvagem; em seu rosto, olhos selvagens domados pelas últimas gerações que dominaram e se instalaram na corte da capital do reino, atual Cidade de Ardir.

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Demóstenes, o primeiro de Ardir, chegara ao reino de Mansedes há poucos anos, mesmo que, para Ughar Uhran, pareça que esse já se fazia presente desde sempre. Aparecera como um viajante às portas da capital, mas não como um maltrapilho qualquer, sujo e cansado das estradas. Surgira com pele clara de um banho perfumado e com o mesmo manto bem alinhado ao corpo. Apresentava uma proposta. Não. Uma salvação.

Demóstenes surgiu em um simples pensamento, a princípio sem ideia fundamentada, mas logo nas primeiras linhas transcorridas sobre o velho, sua função se desdobrou em minha mente. Estrangeiro, com a idade passada muitos anos da juventude, feições benevolentes, munido de palavras sábias e de muito bom senso, Demóstenes ganhou seu lugar na corte de Ughar. Trouxe para o reino uma nova cultura vinda do exterior. O além-mar! Apresentou a palavra de Ardir (divindade também estranfeira), o toque da prosperidade e da fartura.

O rei passava sérias dificuldades com a saúde de seu herdeiro (Ughar Uhran II) e não tinha mais a quem recorrer. Demóstenes aparecera em momento providencial. Salvou o menino com seus conhecimentos trazidos por anos de estudos das doutrinas de Ardir e, em troca, pedira nada além de gratidão. Ughar deveria celebrar e cultuar a imagem do Deus Salvador por todos os cantos em que tivesse poder. E, assim, inicia-se o período de Independência do reino de Mansedes; uma segregação do continente e de sua cultura.

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Bom, serão essas as personagens presentes na primeira parte do Capítulo 01: Escolhas e Consequências.

Espero ter conseguido explicar um pouco sobre o rei Ughar e seu conselheiro Demóstenes. Meu maior receio é deixar vocês perdidos na história, portanto, caso ainda fique alguma informação vaga, por favor (mas por favor mesmo), me avisem. Assim, poderei identificar os problemas e saná-los.

Como diz um antigo chefe “Engrenagem que não range não recebe óleo!”

Desejo a todos uma excelente semana e boas leituras.

PERSONAGENS: Ughar Uhran e Demóstenes