Aguardem: Onírico Leitor

E quem aqui lembra do tio Onírico?

Eu sei, eu sei, ainda meio sumido, não é pessoas legais?

A vida é dura conosco e nós somos todos (pelo menos eu) um bando de molengas. Apanhei feio  e fiquei triste, dodói mesmo, sem vontade de nada nada nada.

Mas aqui estou, pronto pra dar a volta por cima E com novos projetos. Isso mesmo que vocês leram. Novos projetos.
Não.

Na verdade, será apenas uma releitura do Projeto#462 do Bagunça Perfeita para os moldes do Youtube. A ideia é ler os textos já escritos e produzir novos textos fundados em temas propostos pelos inscritos com o objetivo de promover a leitura àqueles que, por algum motivo, não gostam, não querem ou não podem ler.

Portanto, fiquem espertos, tentarei voltar com força total. E sim: os novos textos produzidos para a leitura no Youtube serão postados primeiramente aqui como continuação do Projeto #462!

Ahhh Dona Rebecca, como eu gostaria que a senhora voltasse com as propostas.

Volta, volta, volta por favor!

 

Aguardem: Onírico Leitor

Mexidos

Me pediu um mexido
Na panela, arroz, feijão e mignon.
Mexidos.

A mãe deu o contra
Ela, subiu
Eu mexi.

Desceu, nao quis
Expliquei
Ainda nao quis.

Sai, chateado
Expliquei
Ela, como bala, retorquiu.

Ofendeu: retardado
Ela diz
Eu, reagi.

Há meses peço:
Acalme seu amigo
Amigo sem calma.

Há meses ela insiste:
Ironiza, ofende, insiste
Eu, reajo.

Coração não aguenta
Cabeça não sustenta
Corpo não cola.

Mexidos

Personagens: Família Proteus

Sinto que estou em dívida com vocês, estou certo? Firmei um compromisso com todos de que as segundas e as terças seriam dias de publicação de personagens e locais respectivamente. E, no entanto, falhei na semana passada!

O motivo, já expliquei, mas, ainda assim, me sinto em dívida!

Irei me redimir. Sim. Sim. Sim. Hoje é dia de conhecermos novas personagens e devo dizer: são minhas personagens favoritas, os integrantes da família Proteus.

A relação familiar entre Khalik, Izadelle e Ademir Proteus protagoniza o segundo capítulo do livro. Izadelle, como mãe, é o grande pilar desta parte da história com suas preocupações e receios. Ademir, o pai, representa a lealde ao Reino Independente de Mansedes e Khalik apresenta-se como uma criança faceira e carinhosa, o elo de ligação entre a razão e a emoção dos pais.

Izadelle Proteus:
Izadelle Proteus voltou suas duas ônix para o menino e piscou seu melhor sorriso. Uma mulher de expressões fortes e riso fácil.”

Ademir Proteus:
Ademir, o pai, o professor, encontrava-se absorto em meio às pilhas de papéis em sua mesa, mas nada poderia tirar-lhe a atenção do filho.

Khalik Proteus:
Ergueu-se batendo a poeira do corpo, quadril, ombros e parte das c ostas sujos com a terra batida. Verificou cada um dos membros. Cabeça, mãos, braços e pés intactos, porém, esfolara o joelho esquerdo; nada que um príncipe guerreiro não pudesse suportar. […] Colocou seu melhor sorriso matreiro no rosto e pôs-se a correr.

Além do núcleo principal, alguns outros nomes também são citados nesse trecho, como a Senhora Cármine e os senhores Orioli e Oreli, que são os três grandes nomes de Vinícola Sul; Matilda, amiga de Clarine; Henry (amigo de Khalik) e a Senhora Olena (cuidadora), ambas personagens apresentadas na Casa de Cuidados.

Este capítulo é a verdadeira apresentação do enredo do livro, que não trata de forma alguma de relações políticas, guerra e muito menos conflitos em uma era medieval. Tento trazer durante os parágrafos o desenvolvimento das personagens como seres emotivos, susceptíveis às influências externas em conflito com suas convicções e princípios. E por isso que, aqui, considero o verdadeiro início do livro. Portanto, o Prelúdio e o Capítulo 01 são apenas um pano de fundo para o desenrolar da trama.

Espero, de verdade, que curtam e apreciem o que há por vir.

Grande abraço a todos e tenham uma excelente semana.

Personagens: Família Proteus

Encontro

Meu pai perdi no tempo e ganho em sonho,
Se a noite me atribui poder de fuga,
Sinto logo meu pai e nele ponho
O olhar, lendo-lhe a face, ruga a ruga.

Está morto, que importa?  Inda madruga
E seu rosto, nem triste nem risonho,
É rosto antigo, o mesmo. E não enxuga
Suor algum, na calma de meu sonho.

Ó meu pai arquiteto e fazendeiro!
Faz casas de silêncio, e suas roças
De cinza estão maduras, orvalhadas

Por um rio que corre o tempo inteiro,
E corre além do tempo, enquanto as nossas
Murcham num sopro fontes represadas.

Carlos Drummond de Andrade em Claro Enigma

Encontro

Projeto #462 – Tormento recorrente

Estou reblogando o texto da Fernanda por dois motivos:

1 – o texto dela para o Exercício #2 do Projeto #462 é maravilhosamente surpreendente ;

2 – Ela linkou todos os textos que participaram essa semana e como estou no celular, refazer isso tudo seria mais que trabalhoso.

Obrigado pela idéia Fernanda. Semana que vem esperarei a Rebecca publicar os textos para, só depois, publicar o meu e linkar os outros.

Aproveitem!

Fernanda Beziaco

Texto produzido para o Projeto #462 do blog Bagunça Perfeita.

O desafio era escrever uma historia que terminasse com a frase “e esse é o quarto…”


Tormento Recorrente

Me faltava vergonha na cara e me faltava sono na cama. Os dias se arrastavam enquanto minha falta de coragem se arrastava comigo. A vida de outrora era apagada e o futuro incerto era apenas uma ilusão distante, mas o presente era todo agonia e procrastinação.

A louça se acumulava na pia, as roupas sujas no chão, enquanto o chuveiro pingava gotas malditas a cada sete segundos fazendo meus olhos ardidos e vermelhos pestanejarem afetados.

Duas semanas antes eu estava tão bem. O Sol iluminava a casa. O lençol na cama ainda tinha o cheiro limpo da última lavanderia feita. Os meus travesseiros e os dele estavam alinhados. E o som de nosso bom humor ainda perdurava na sala. Mas agora…

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Projeto #462 – Tormento recorrente